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  • Foto do escritorDagomir Marquezi

Minha primeira máquina de escrever

Atualizado: 6 de abr. de 2023


São Paulo

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, meus pais me ofereceram uma bicicleta de Natal. Pedi que eles trocassem por uma máquina de escrever. E ganhei o modelo acima, que eu deveria ter guardado para sempre. Ela me ajudou a dar um rumo à minha vida, e eu me lembro de quase todos os modelos que possuí a partir dela. Como a Olivetti Lettera 32, verde clara e muito leve, que me acompanhou por muito tempo.


E depois veio essa maravilhosa Olivetti Praxis 30, com sua tampa de acrílico, a primeira elétrica portátil ao alcance de todos. Representou um grande salto tecnológico para quem escrevia muito como eu.



Não estou falando de máquinas de escrever por um ataque de nostalgia. Muito pelo contrário. Eu usei processadores de texto em computadores desde quando eles nasceram. Por ter trabalhado na velha Remington gordinha na minha adolescência, valorizei cada passo e aproveitei ao máximo cada avanço tecnológico.


É por isso tudo que eu tenho ficado chocado (mas não surpreso) com a reação histérica provocada por modelos de linguagem à base de Inteligência Artificial, do tipo ChatGPT. Estou estudando essa questão a fundo para um artigo, e procuro, como sempre manter a mente aberta para todas as opiniões. Mas, não engano ninguém: estou sempre a favor do avanço tecnológico, e nunca tive medo dele.

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