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  • Dagomir Marquezi

A partida de Hadije (2005-2021)


Nosso lindo Hadije partiu. Nosso príncipe, nosso gatinho gourmet. Era a dignidade em pessoa. Autossuficiente, não dava trabalho nunca. Um de seus apelidos era "Benjamin Button", pois ele chegou em casa com a personalidade de um velhinho, e só se permitiu chegar mais próximo, dormir no nosso colo e levar beijinhos na testa em anos mais recentes. Quando estava muito invocado, dormia de costas para nós, voltado para a parede.


Tinha também um toque de super-herói. Dava saltos inacreditáveis entre os móveis da casa. Quando ainda era um bebê, caiu do segundo andar. E não teve um único arranhão. Viveu até três anos atrás na companhia do seu irmão Mustafá, que nos deixou prematuramente.



Era um gatinho de gosto refinado. Para ele, só ração da melhor qualidade. De sobremesa, iogurte Danone sabor morango. Se fosse de morango, mas não fosse Danone, não aceitava. Se fosse Danone, mas não fosse de morango, também não. Tinha classe. Berço. Mesmo tendo sido abandonado numa caixa de sabão em pó numa praça do bairro da Lapa com seu irmão Mustafá.

Teve a suprema sorte de ter como mãe adotiva a Lídice. E como veterinárias as doutoras Vanessa Procópio e sua assistente, Paula. Somos gratos por sua presença em nossas vidas. Foram 16 anos convivendo com seu olhar doce, seu pelo macio como pluma e seu sussurro de miado.

Jamais será esquecido.



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