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  • Dagomir Marquezi

De volta ao inferno


A Divina Comédia - ilustrações Gustave Dore

Passei um bom tempo afastado do Facebook, uma rede social que nunca foi minha favorita. E cometi o erro de voltar a ela pouco mais de uma semana antes do primeiro turno das eleições. Deveria ter entrado com máscara, aquelas de enfrentar contaminação radiativa. O Face, que sempre foi tóxico, anda irrespirável. O fanatismo político brota ali como bolhas de gás no alcatrão. Não se vê defesa de ideias, mas um estoque inesgotável de bílis - agressões, provocações, patrulhagem, pragas e um espírito de imitação que desanima aqueles que gostam de originalidade.


O Face virou o registro de que pessoas podem atravessar décadas de vida, anos preciosos que poderiam ser aproveitados para uma evolução espiritual e um aperfeiçoamento da mente. Mas aparentemente nada mudou. É o mais do mesmo e o mesmo do mais. Os mesmos rancores, a mesma visão congelada do mundo.

Farei o possível para manter velhas amizades. Dos meus amigos e amigas, quero saber como estão de saúde e não se são de esquerda ou de direita. Mas nem sempre isso é possível. É um tempo triste de fanatismo e pobreza o que vivemos. Mas, acredito, de amadurecimento necessário.

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